Entenda tudo sobre fluxo cambial

Por mais que você inicie importando de outros países apenas “por esporte”, ou seja, para uso pessoal e para ter uma alternativa diferenciada de presentear amigos e familiares, vale a pena entender o mercado internacional. Já se você é ou pretende se tornar um empreendedor, físico ou virtual, é fundamental que entenda o que é fluxo cambial, entre outros conceitos.

Entenda o que é fluxo cambial para importar produtos

O fluxo cambial é um termo bastante relacionado às importações, uma vez que diz respeito a um dado, divulgado todos os meses pelo Banco Central. Fluxo cambial é o saldo (diferença) de importações e exportações somado ao saldo de compra e venda financeira de algum produto ou serviço. Essa informação pode ser tanto negativa quanto positiva.

Mais especificamente nos termos do mercado mundial, o fluxo cambial é a soma das operações da balança comercial, das operações financeiras e das operações com instituições financeiras no exterior. Como resultado, os números do fluxo cambial apontam qual é o volume de dólares que entrou no país.

Isso significa que ter um fluxo positivo é o mesmo que a divisa norte-americana ter entrado em volume maior do que saiu. Já a palavra divida, quando relacionada às finanças, entende-se como qualquer valor comercial sobre o estrangeiro que admita a execução de pagamentos na forma de compensação.

Além disso, vale lembrar que o dólar chega ao mercado brasileiro de duas formas. Uma é pelo pagamento que  empresas brasileiras recebem quando vendem produtos para outros países, a outra é quando os estrangeiros fazem compras e vendas dentro do país. A primeira forma citada, ao menos no Brasil, é da onde vem a maior parte do dólar.

O que o fluxo cambial tem a ver com importações?

A questão do fluxo cambial é uma “faca de dois gumes”, pois quando a oferta de dólares no Brasil é grande, o preço da moeda estrangeira cai e, assim, as suas importações vão sair mais em conta. Por outro lado, o ponto negativo em ter uma reserva tão volumosa de dólares é que, se eles estão guardados, não estão na economia.

Por isso, especialistas explicam que se ao invés dessas reservas, os exportadores convertessem esses dólares em reais e investissem no aumento da capacidade de produção, por exemplo, movimentaria a economia’. De qualquer forma, a taxa de câmbio maior impulsiona as exportações, porque o valor de bens e serviços brasileiros, no mercado internacional, fica mais barato.

A mesma situação atrapalha as importações. O contrário, ou seja, taxa de câmbio menor, não estimula as exportações, mas aumenta as importações – o que é bom para você. Ou seja, para você se dar bem em um negócio de importações, a taxa cambial deve estar baixa, pois o seu poder de compra será maior. Isso porque os bens e serviços no país passam a ser menos competitivos.

Já que os preços cresceram no mercado internacional, é mais atrativo adquirir produtos de outros países. Em outras palavras, vale dizer, ainda que a descida das taxas de câmbio torna o real, no caso brasileiro, mais barato. A desvalorização da moeda nacional tem um efeito vantajoso sobre as exportações, as quais ficam mais competitivas. Por outro lado, diminui a competitividade para as importações.

Mesmo assim, a economia do país aceita uma certa elasticidade em relação às exportações e importações, a fim de manter as relações comerciais com outros países. Se um país, por exemplo, não fabrica um produto X essencial, a sua importação não pode reduzir frente às alterações das taxas de câmbio. Já um país com baixa elasticidade e grande dependência das importações vai sofrer em longo prazo com a chamada inflação se as taxas de câmbio caírem.

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